Do Dicionário de Citações

Dupla delícia.
O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.
Mário Quintana

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Bibliothèque Mazarine rende homenagem à Geografia e aos Geógrafos com uma bela exposição



Albert Demangeon nasceu em Gaillon (Eure), onde completou seus estudos até ingressar na prestigiosa École Normale Supérieure, em Paris, em 1892. Nessa instituição, ele entra em contato com os debates da geografia moderna, sob a orientação de um de seus principais protagonistas, Paul Vidal de La Blache. Torna-se agrégé, em 1895 e, em seguida, ingressa como maître-surveillant na ENS.
Em 1905 ele defende sua tese sobre a Picardia, a qual será considerada um modelo nos estudos sobre a geografia regional. Contemporâneo e colega de Emmanuel de Martonne, que se dedica à geografia física, ele segue sua carreira universitária na Sorbonne, como professor de geografia humana.
Ele falece em Paria, no início da Ocupação. Seu último projeto, inacabado, foi um Tratado de geografia humana. 
Seus arquivos se compõem de manuscritos, objetos de trabalho, correspondência, carnets de levantamentos e medidas, fotografias tiradas em suas investigações "de plein vent", materiais que permitem ao observador redescobrir Demangeon e de lhe render um lugar de mérito na escola geográfica francesa.


A Exposição

A Exposição "Albert Demangeon (1872-1940). Méthodes, archives et combats d'un géographe de plein vent", busca resgatar a biografia e a trajetória acadêmica do mestre, enfatizando seu papel na renovação do método de pesquisa em sua área.
Desde 1909, ele passa a fazer uso de questionários e dirige grandes investigações nos anos de 1930. Além disso, Demangeon não é insensível às transformações observadas no campo da história, vindo a participar ativamente dos debates e da fundação da revue Annales d’histoire économique et sociale (1929), sob a direção de Lucien Febvre e Marc Bloch.


Algumas de suas publicações

La Picardie et les régions voisines. Artois, Cambrésis, Beauvaisis, Thèse, Paris, Armand Colin, 1905, 496 p. Rééditions, Paris, Guénégaud, 1973 et Cesson-Sévigné, La Découvrance, 2001, sous le titre La Picardie. L'Artois. Le Cambrésis et le Beauvaisis.
Dictionnaire-manuel illustré de géographie, en collaboration avec Joseph Blayac, Isidore Gallaud, Jules Sion et Antoine Vacher, Paris, Armand Colin, 1907, 860 p.
Le déclin de l'Europe, Paris, Payot, 1920, 314 p. Réédition Paris, Guénégaud, 1975.
L'Empire britannique. Étude de géographie coloniale, Paris, Armand Colin, 1923, 280 p.
Les Iles Britanniques (tome I), in Paul Vidal de La Blache et de Lucien Gallois (dir.), Géographie universelle, Paris, Armand Colin, 1927, 320 p.
Belgique, Pays-Bas, Luxembourg (tome II), in Paul Vidal de la Blache et de Lucien Gallois (dir.), Géographie universelle, Paris, Armand Colin, 1927, 250 p.
Paris, la ville et sa banlieue, Paris, Bourrelier, 1933, 62 p.
Le Rhin. Problèmes d'histoire et d'économie, avec Lucien Febvre, Paris, Armand Colin, 1935, 304 p.
Les Maisons des hommes de la hutte au gratte-ciel, avec Alfred Weiler, Paris, Bourrelier, 1937, 127 p.
Problèmes de géographie humaine, Paris, Armand Colin, 1942, 408 p. (posthume)
La France économique et humaine (tome VI, 2e et 3e volumes), in Paul Vidal de la Blache et de Lucien Gallois (dir.), Géographie universelle, Paris, Armand Colin, 1946 et 1948, 900 p. (posthume)

Para saber mais: http://www.bibliotheque-mazarine.fr/fr/evenements/expositions/liste-des-expositions/albert-demangeon-1872-1940-methodes-archives-et-combats-d-un-geographe-de-plein-vent

domingo, 12 de novembro de 2017

DiverCidades: Paris, toujours Paris...

Carol Pio Pedro apresenta um olhar inspirado sobre Paris

É preciso desconfiar daquele viajante que diz não se interessar por esta ou aquela cidade, pois já passou por ela uma vez.
Quantas vezes é preciso passar por uma cidade para a conhecer bem? Eis um cálculo difícil de se fazer. Seja São Paulo, Buenos Aires, Nova Iorque, Roma, Bangladesh, Marrakech ou Paris... as cidades de ontem e as de hoje, como bem relatam os viajantes, estão sempre prontas a nos surpreender.
 
Como bem observara os historiador Fernand Braudel sobre o renascimento das cidades medievais, um núcleo urbano se organiza como colméias, eles se alimentam do movimento, das aglomerações, das rotas, das comunicações. 
Ou seja, a vocação de uma cidade é a de se alimentar das pulsões do seu tempo e do seu espaço, o que a torna sempre uma novidade... sobretudo essa cidade guarda na paisagem muitas camadas de história. 
E um bom viajante jamais pensaria que a cidade ficou ali, estacionada, a repetir uma mesma emoção, ou espanto, ou frustração de tempos passados. 
Desvendar o que vai além da paisagem e despertar o olhar do leitor para os cantinhos mais pitorescos de uma cidade, eis o espírito de um bom livro de viagens!

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sexta-feira, 20 de outubro de 2017